sábado, 21 de novembro de 2009

Rei entre os Azuis


No Brasil, o fracasso de Muricy Ramalho no comando do Palmeiras faz pensar até que ponto um treinador pode fazer a diferença sem ter nas mãos vários opções no elenco. Enfim...

Na Alemanha, Felix Magath nos faz repensar tal tese (em que eu ainda acredito). Com um elenco mediano e titulares não tão superiores (com exceção do goleiro Neuer , de Westermann e com boa vontade de Kevin Kuranyi), o treinador deixou, nesta rodada, o Schalke na terceira posição na tabela de classificação e na real briga pelo título da Bundesliga.

O Schalke enfrentou um Hannover ainda abalado, pouco fez no primeiro tempo. Mas, depois das alterações de Magath no intervalo, Höwedes substituiu Pliatsikas e Westermann passou a atuar mais pelo meio. O resultado foi imediato com a liberdade dada a Kuranyi e principalmente a Rafinha.

Magath manteve a segurança defensiva do time da temporada passada e aplicou uma boa dose de disciplina tática e a transformou em uma equipe de combate. Magath é sim importante e o Schalke tá na briga.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quero ser grande

Resgatei uma materinha que fiz na faculdade...



Uma Maratona de jogos, excursões por países como Itália, Finlândia, Alemanha, Japão e Noruega, e mais de 170 títulos internacionais conquistados. Embora possa parecer, a equipe em questão não é nenhum esquadrão milionário da Europa e sim, um pequeno time de garotos localizado na periferia de São Paulo: Os Pequeninos do Jóquei.



A referência “ hípica” do nome não é por acaso, ela faz referência ao princípio quando em 1970, o ex-jóquei José Guimarães Júnior, afastado das pistas devido a um acidente, recebia inúmeros pedidos de apoio de meninos carentes para iniciarem no Turfe. A solução: o futebol, que ao invés de uma poderia garantir 22 vagas. E foi assim que o projeto começou, com dois times e o pequeno apoio do Jóquei Clube de São Paulo.



Hoje, 800 crianças de 5 a 16 anos recebem atentos e como verdadeiros filhos os ensinamentos do Seu Guima. Entre elas 240 pertencem as comunidades carentes de bairros como Paraisópolis, Jardim Colombo e Vila Sônia, que além de aprenderem futebol fazem parte de um projeto de inclusão digital. A intenção é clara, “formar cidadãos”. Mas também muitos jogadores já saíram dos campinhos da chácara. Entre eles, chegaram à seleção brasileira André Luis, Júlio Batista e Zé Roberto.



Aliás, o meio campista que defende o Bayer de Munique, chegou aos Pequeninos aos 7 anos e só saiu aos 16. O jogador guarda boas recordações das lições aprendidas na época: “Me sentia como se fosse em casa de tão a vontade que eles me deixavam. Por isso desde criança eu sempre aprendi ali o quanto é importante a disciplina, o seu Guimarães sempre nos incentivou a tira boas notas na escola”.

E não é exagero algum dizer que os Pequeninos são como uma grande família. O apoio dos pais é fundamental no dia a dia. A grande maioria dos treinadores são justamente pais de jogadores, que também colaboram com a organização e muitas vezes promovem rifas e festas para arrecadar fundos para as viagens. Já nas arquibancadas viram fãs, comentaristas e árbitros.



O outro terrão



Domingo de manhã e os campinhos meio terra e meio grama estão cheios. No momento, dois torneios são disputados simultaneamente, o Campeonato Estadual (IDEF) e a Copa Cuebra. Em um deles, os Pequeninos enfrentam o Grêmio Barueri e meninos de apenas 9 anos, disputam uma partida que está bem longe de ser uma brincadeira de crianças. Eles correm, marcam e dividem com uma preocupação quase profissional.



Ao lado, garotos um pouco maiores ouvem atentos a preleção de seu treinador que destaca a importância a atuação dos volantes.“Quem tem que armar as jogadas são vocês!”. Pelo visto, os Pequeninos já pensam na renovação da mais discutida posição do futebol atual.



Esta molecada boa de bola poderia ser um grande atrativo para olheiros e empresários, mas esta situação é tratada com atenção por quem vive o dia a dia no clube, e a entrada chega a ser proibida para estes agentes “ Existe um tipo de parceria com o São Paulo, quando um menino se destaca, o próprio Guimarães o indica. E quando um menino é convidado para fazer um teste em algum clube, ele também, pessoalmente, dá orientações”, afirma José Carlos, coordenador das categorias.



O assédio acontece também durante as excursões pela Europa, times como Benfica de Portugal e o Ajax da Holanda observam, mas dificilmente levam os pequenos craques diretamente para os times. “Poucos meninos saem diretamente para o exterior, pois tentamos não deixá-los sair tão precocemente do Brasil”, completou.



Os Pequeninos na Norway Cup:



4.000 jogos, 380 árbitros, mais de 1500 times. Há 35 anos, agosto, auge do verão europeu, é o mês da Norway Cup, uma das maiores competições do planeta, que acontece na capital Oslo e reúne times de mais de 40 países. Mais que um campeonato de futebol, o evento é um verdadeiro intercâmbio cultural e vai muito além do sonho de ser um ídolo do futebol.



A história dos Pequeninos se confunde com a da Copa e a presença deles hoje é quase que indispensável. Desde 1982, ano que participou pela primeira vez da competição, seu Guima e seus meninos trouxeram mais de 20 títulos em diversas categorias. Em 2007, 44 jogadores viajaram à Noruega e os meninos do sub-16 foram longe, venceram os senegaleses do Diambars na semifinal e o time norueguês Hvik Halden na final. Mais um troféu para a sala que já estava lotada.



Vinícius, craque do time, ainda sonha com uma vaga em alguma equipe profissional, participa pela terceira vez da Norway Cup e se sente gratificado pela experiência. O menino que ainda tenta uma vaga garante que a cada ano “as equipes se tornam mais competitivas”.

Outro “pequenino”, Vítor Angi, viajou à Noruega pela primeira vez. Sua categoria foi eliminada nas quartas-de-final também pelo Diambars. O menino se diz encantado com a experiência mas reclamou dos “estranhos” hábitos alimentares noruegueses “Aqui eles só comem pão, patê e salsicha”.



Viagens, conhecimento, contato com outras culturas. O que se sabe é que a maioria destes garotos não chegarão a se tornar craques. Mas as experiências vividas no Pequeninos do Jóquei e as lições de respeito e responsabilidade de seu Guimarães ficarão para sempre em suas vidas. “Eu posso dizer sem medo de errar que a grande base da minha disciplina ate hoje veio do aprendizado que obtive na escolinha Pequeninos do Joquey”, Zé Roberto.



Como se pode notar o Pequeninos representa muito mais que um possível celeiro de craques. Ele agrega conceitos, famílias, desenvolve homens acima de qualquer coisa e parece ser um farol na escura realidade de muitos meninos brasileiros.



Informação



Os meninos dos Pequeninos do Jóquei são divididos em cinco categorias: Mamadeira (nascidos em 99), Fraldinha (nascidos em 97), Dentinho (nascidos em 95), Dente (nascidos em 93) e Dentão, os mais velhos (nascidos em 91). Cada categoria ainda é divida pelo nível de seus atletas em “Guima”, “Peralta” e “CPJóquei”, esta é geralmente a mais qualificada e que representa o clube nas competições internacionais.

domingo, 9 de agosto de 2009

Seu time não será campeão

Conversa de buteco (que eu ouvi neste final de semana): “ Não existe campeonato mais equilibrado do que o brasileiro”. Esquece-se, o Campeonato Brasileiro mudou. E quantas vezes já se falou sobre esta história.

A hegemonia de algumas equipes é comum em torneios de pontos corridos. Um processo natural, observado nas competições europeias adeptas da fórmula há tempos, mas ainda não absorvido pelos torcedores brasileiros, que acreditam sempre que seu time será campeão.

No domingo, a torcida do Coritiba vaiou seu time no Couto Pereira, na derrota por 3 a 1 diante do Cruzeiro, durante todo o segundo tempo. Pedem a demissão de René Simões. Mas qual seria a posição justa para o time da capital paranaense na tabela?

Enquanto isso, o São Paulo acumula vitórias, sobe na tabela. Justo, quatro ou cinco times brigarão pelo titulo nos próximos anos e conforme-se. Essa é a fórmula de pontos corridos.

Claro que o esquema é suscetível a surpresas, mas serão só surpresas - afinal, o Wolfsburg foi o campeão alemão na última temporada- times desorganizados, mal geridos, não lutarão pelo titulo e não adianta vaiar.

Torcedores, acostumem-se com o tamanho de seus times. Ah, mas na verdade já cansei desta história.

sábado, 18 de julho de 2009

É sábado...de Gre-nal

Friozinho bom em Porto Alegre. Véspera de Gre-nal. Clima diferente no ar. Nas ruas do centro, as cores dos rivais estão nas vitrines de quase todas as lojas, os cem anos da rivalidade é assunto nos ônibus, nas esquinas, no táxi.

Na Azenha muita gente para acompanhar o último treino do Grêmio, lojinha lotada, memorial cheio, muita gente visitando o Olímpico vazio, sonhando em como ele estará amanhã, no meio de tanta gente é impossível perceber qual a tática de Paulo Autuori para o clássico, secundário...

Augusto me conta como é a semana do Gre-nal: “Os nervos ficam a flor da pele, muda a rotina da gente. A gente vem ao estádio acompanhar o treino de sábado de manhã para ver se está tudo bem com o time e ver se a gente se acalma um pouco”. O amigo Francisco completa “A gente fica a semana inteira nervoso, combinando com os colegas como ir ao jogo”.

Ônibus e caminhada até o Beira-Rio, ao contrário do rival, as coisas estão muito calmas por lá. Nada de torcida, menos de dez pessoas visitando o estádio (que eu imaginava ser maior).

Antes de voltar, uma passadinha no Museu do Esporte, no Shopping Total. Um pequeno, mas interessante acervo principalmente de camisas, ao lado um bar.

Também estou ficando ansiosa, e se é para curtir de verdade o Gre-nal, amanhã estarei nass arquibancada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Outro lado

A medida que se passa a frequentar estádios com regularidade, parece que a capacidade de se indignar com o que acontece por lá diminui (penso que aconteceu comigo quando mudei para São Paulo e passei a sentar em arquibancadas que não eram do Stamatão, em Bebedouro, para os desinformados ou da Fonte Luminosa).

Mas o que as imagens mostraram nos portões de entrada do estádio Olímpico durante a partida entre Grêmio e Cruzeiro me lembraram um episódio e me deram ainda mais certeza de que os problemas nem sempre saem de onde a grande maioria pensa, ou seja, começam entre os torcedores.

Na primeira final da Copa do Brasil entre Corinthians x Internacional no Pacaembu, o Choque fechou parte da saída de torcedores do Corinthians para liberar a torcida visitante. Porém, o jogo terminou pouco antes da meia noite e em São Paulo, o metro encerra seu trabalho 00h15.

Tentei passar a barreira com a minha credencial de jornalista. Não consegui. Conversei com uma policial e nada. Falei com o tenente (ou alguma coisa do gênero) nada. Não queriam me dar “tratamento diferenciado”. Mas eu só queria ir embora (fui ao jogo sozinha, como de costume).

Ouvi da “autoridade” que o metro iria funcionar até mais tarde, não acreditei e fiquei plantada ao lado dele (rs!). Cansado da minha cara, ele me aconselhou a pegar minha credencial e ir embora pela torcida visitante. Quando cheguei, o metro estava fechado.

Fiquei meio desesperada, mas depois consegui pegar um ônibus. Tive o tal tratamento “diferenciado”, mas pensei em como os torcedores conseguem chegar em casa.

Neste momento a policia abre os portões do Olímpico. Afe!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Confusões do professor

Luxemburgo não é mais o mesmo, discurso comum e atual. Nesta quinta-feira, no Palestra Itália, este argumento foi justificado na partida contra o Nacional com o esquema feito e desfeito antes do final do primeiro tempo. E a tentativa de recompor sua equipe ao final.

O Nacional é uma equipe sem muita técnica, ou brilho, mas que sabe fechar-se. Ao contrário da lógica, Luxemburgo decidiu por reforçar seu ferrolho com a escalação de três zagueiros e dois volantes. Observando a já prevista falta de ousadia do clube uruguaio, ainda no primeiro tempo, Luxa tirou um volante e colocou Obina (!) para ajudar Keirrison e passar Diego Souza para o meio-campo.

No segundo, e com a derrota por 1 a 0 no placar, o “professor” colocou o volante Jumar no lugar de Keirrison, que mesmo longe de seus melhores momentos, era dele que poderia sair alguma coisa.

Depois do jogo, mais de suas entrevistas, “Obina entrou em campo para mexer com o ânimo da torcida” e mais algumas frases de efeito para reverter o que havia acontecido em campo. Já cansou.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Coisas de LC


Barcelona e Manchester United virou o duelo do futebol bonito e criativo contra o futebol competitivo. E os palpites vinham ao gosto do freguês. Ouvi pouca gente dizer que seria um confronto equilibrado: seria o triunfo do ataque avassalador do trio Eto´o, Messi e Henry ou da segura da defesa inglesa e os lampejos de Cristiano Ronaldo.

Em Roma, aconteceu aquilo que até quem acreditava, desconfiava. Domínio do Barcelona com uma ótima atuação de Xavi e Iniesta. E a experiência com Pep Guardiola terminou com a conquista da tréplice coroa, Liga, Copa do Rei e Liga dos Campeões. O 4-2-4 de Alex Ferguson no segundo tempo não podia reagir.

Mais legal do que o passeio catalão, digno do grito de olé da torcida, foi a qualidade do jogo. Nada de jogadas de efeito ou firulas, mas uma porcentagem de mais de 80% de passes certos, disputa, mas no final dos primeiros quarenta e cinco minutos, apenas seis faltas assinaladas. Coisas que a gente só vê por lá.

Super Mario no Bayern

Mal acabou o campeonato, e o Bayern de Munique foi o primeiro clube a cometer o primeiro (pode ser o único) devaneio da janela de transferências. Contratou o atacante Mario Gómez, do Stuttgart por 30 milhões de euros (!).

Mario marcou 24 gols na temporada que se encerrou no ultimo final de semana. Só perdeu na artilharia para Grafite e seu companheiro de ataque Dzeko.

O Bayern até precisava de um novo atacante para incomodar Luca Toni e Miroslav Klose, que se equilibram entre boas e más fases, mas essa função já estava endereçada ao croata Ivica Olic, que se destacou no Hamburg. Transferência acertada há algum tempo.

Talvez o Bayern não tenha aprendido a lição.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A saudade que dá



Muitas vezes sinto saudade de todos os estádios por onde passei e, por mais estranho que possa parecer, também sinto falta do futebol norueguês e do ambiente quase "exótico" pela organização,facilidade e conforto. Sem deixar de lado a graça de torcer.

Na ultima sexta-feira, o clássico entre Lyn e Valerenga mobilizou a capital Oslo e como sempre (acredite!) foi um jogo emocionante, com oito gols. Para manter a tradição de invencibilidade para o maior rival, o Lyn garantiu o empate nos minutos finais da partida.

O placar foi aberto pelo Valerenga no inicio do jogo, depois...1x1, 2x1, 2x2, 3x2, 3x3, 3x4 e 4x4...e o fantasma continua la...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Pela última vez

Problemas não faltam para o Werder Bremen na partida desta quarta-feira, em Istambul, que vale o título da Copa Uefa, a última da história (a partir da temporada 2009/10, ela passará a ter o nome de Liga Europa. Diego e Hugo Almeida foram os primeiros a deixar o barco por causa da suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Depois foram as contusões de Per Metersacker e Naldo.

Para aumentar a dor de cabeça de Thomas Schaaf, o atacante Claudio Pizarro e Markus Rosenberg nem jogaram no último final de semana para estarem totalmente recuperados de dores no pé e no tornozelo.

Mesmo assim, considero grandes as chances do Werder Bremen voltar de Istambul com o título. Puro palpite.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mais brasileiros na Bundesliga?


Christoph Daum, técnico do Colônia, resolveu tirar ferias antecipadas e está por aqui. Já que sua equipe ocupa a 12a posição do Campeonato Alemão, sem correr nenhum risco de rebaixamento, o treinador aproveitou para assistir a jogos no Brasil e, claro, observar possíveis reforços para seu time na próxima temporada.

Daum assistiu ao empate em 0 a 0 entre Internacional e Flamengo, no Maracanã e ainda marcou um encontro com Fábio Luciano,que atuou pelo Colônia em 2007, provavelmente para que ele indique alguns jogadores brasileiros. O ex-capitão rubro-negro pode começar a trabalhar com futebol, mas longe dos gramados antes do que se imaginava.

O Colônia voltou à primeira divisão alemã nesta temporada e fez uma campanha regular. Sob o comando de Christoph Daum, que comandou a equipe na campanha do acesso, o time chegou a surpreender ao se aproximar dos líderes no início da disputa, mas o fato de ter conseguido manter-se na Bundesliga já é visto como algo positivo dentro do clube.

Se o Botafogo pode perder Maicossuel para o Hoffenheim, mais brasileiros devem disputar a temporada 2009/10 da Bundesliga.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dejá vu no Palestra

O clima era mesmo de Libertadores, com estádio e apitaço. Excepcionalmente não fui ao Palestra, mas tudo se parecia muito com o último jogo entre os dois times, apesar da diferente formação escolhida por Vanderlei Luxemburgo com Willians, Marquinhos e Keirrison . Em campo, o Palmeiras com três atacantes criava, Keirison desperdiçava boas oportunidades, a demora dos jogadores do Sport passava impune e as chegadas do time de Recife causavam calafrios nos alviverdes.

Enquanto a catimba começava irritar até que considera que ela faz parte do jogo, o gol os saiu aos 30 minutos. Expulsão de Hamilton, cobrança de falta de Cleiton Xavier ( que aliás de maneira injusta não este em nenhuma premiação do Campeonato Paulista), Ortigoza os escorou de cabeça. Desta vez, Palmeiras 1 a 0. E de novo, no Palestra o público parecia maior que o anunciado.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O "chamado" desgaste

Difícil justificar a demissão de Celso Roth do Grêmio, e o verbo e mesmo justificar e não explicar. Quase todo mundo é contra, mas a conversa sempre cai na mesma conversinha “Não havia mais clima para o treinador que levou um time com Paulo Sergio, Morales, Helder e Nunes a brigar até a ultima rodada pelo titulo brasileiro, mas perdeu alguns grenais que pouco valiam. O "chamado" desgaste, como a gente infelizmente costuma ouvir.

Quase nada se tem a falar sobre a saída, mas algumas reflexões ficam. Parece que os títulos do São Paulo, construídos sobre o alicerce da continuidade de Muricy ainda não serviram de lição para grande parte dos clubes brasileiros. A carreira de Celso Roth está fadada pelas cobranças.

Poucos são os treinadores “bons” no mercado. O Gremio parece ter atirado para muitos lados, mas é difícil pensar em algum nome que possa levar o clube a uma disputa pelo titulo da Libertadores. O Grêmio parece ter ficado mais longe de conquistas em 2009. Para a alegria do centenário colorado.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Listas...

O desafio era fazer uma lista dos dez melhores goleiros que já haviam encerrado suas carreiras. Na redação, o mais complicado era definir o critério, apenas aqueles que vimos jogar? pela historia? pelos dois...? Então concluímos que seria mais uma lista sentimental ( se isso for uma definição). A minha foi mesmo. Uma mistura daqueles que vi jogar, dos nomes gritados no futebolzinho da rua quando criança, de algumas imagens inesquecíveis. Incoerente, mas sincera.

1 Schmeichel
2 Taffarel
3 Goycochea
4 Gilmar dos Santos Neves
5 Valdir Peres
6 Ravelli
7 Pagliuca
8 Oliver Kahn
9 Zubizarreta
10 Chilavert

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Passagem melancolica


Dez vitórias, sete empates e oito derrotas, 34 gols marcados,27 sofridos. Eliminações da Liga dos Campeoes, Copa Uefa e da Copa da Alemanha. Esse é o retrospecto de Fred Rutten no comando do Schalke 04. Se os clubes europeus são sempre lembrados por aqui quando a paciência com um treinador acaba, o clube alemão deu o exemplo negativo de que números imediatos são realmente decisivos quando não existe uma situação estável no clube e o treinador mais promissor da temporada se despediu de forma melancolica.

Para alimentar a idéia de que as coisas nos Azuis Reais não vão bem internamente, nesta quarta-feira, Bordon- que chegou ao clube em 2004 e é ídolo- já havia rejeitado a tarja de capitão e agora declarou que não seguira no clube. Perto do final da temporada, não existe nada que possa ser feito...então fica para a próxima.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Considerações sobre a seleção do Dunga-ga.

1.Sim, ele estará na África do Sul em 2010.

2.Poucas (ou nenhuma) mudança no elenco acontecerá até lá.

3.Quem acredita que o Maicon e mais “completo” que Daniel Alves porque volta mais para marcar, talvez nunca tenha assistido a uma partida da Internazionale de Milão.

4.Dunga justificou a ausência de Ramirez e Hernanes como se os dois ocupassem a mesma posição de Kaká. Agora discute-se que não existe um reserva para o meio-campista.

5.O “jeitão” do goleiro Julio César não desperta paixões, mas depois da atuação de domingo, acredito que a discussão sobre sua titularidade acabou.

6.Ronaldinho Gaúcho?! Acho que falta coragem para entender.

7.Como é desinteressante assistir a seleção.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Henrique na Bundesliga


Quem “vibrou” com a atuação do zagueiro Jeci na partida entre Palmeiras e Bragantino deve ter sentido saudades de Henrique, mesmo que sua passagem pelo alviverde tenha durado apenas três meses, o defensor mostrou seu valor e foi vendido ao Barcelona.

Para ganhar experiência na Europa, Henrique foi emprestado ao Bayer Leverkusen, tornou-se uma das melhores surpresas da temporada e a equipe alemã já articula sua permanência por ao menos mais uma temporada.

Esta semana conversei com o jogador, que contou que demorou apenas cinco jogos para se adaptar ao estilo de jogo do futebol alemão, se surpreendeu com a união entre os brasileiros e claro, sonha em vestir a camisa do Barcelona.

Henrique completou 23 partidas pela Bundesliga e deu uma assistência a gol. Mais sobre a entrevista na coluna da próxima semana no site Trivela.

O melhor do Paulistinha

Se na parte de cima da tabela do Campeonato Paulista só uma vaga ainda não foi definida (que deve ficar com Portuguesa ou Santos), a briga para escapar do rebaixamento é atualmente a atração da competição.

Acompanhei nos últimos dias, no estádio João Paulo II Mogi Mirim x Guarani, e Paulista x Botafogo, no Jaime Cintra. Em Mogi, o Guarani fez um ótimo primeiro tempo, o que fez pensar que a equipe poderia até mostrar algum tipo de reação (esperança desfeita com a derrota para o São Caetano na terça). Boa estréia de Felipe Piovesan, que deve amadurecer e ser importante durante a Série B e Dairo, o rápido atacante prata da casa do time bugrino. No segundo tempo, o Mogi Mirim reagiu, buscou o primeiro gol e pressionou até o fim a desestabilizada defesa do Guarani. Vitória por 2 a 1 da equipe de Campinas que não vencia há 12 rodadas.

Quarta-feira foi a vez de Paulista x Botafogo. Após um primeiro tempo dominado pelo visitante, mas com pouco trabalho para os goleiros, o técnico do Paulista, Giba, abriu mão dos três zagueiros e colocou um terceiro atacante em campo, sofreu o segundo gol, recompôs a defesa, viu o Paulista se organizar em campo e empatar. Quando a virada parecia se desenhar, o Botafogo marcou o terceiro gol, com o volante Audálio que pouco antes havia entrado em campo para reforçar a marcação, e está praticamente salvo do rebaixamento.

Um ponto separa o Bragantino 13° colocado e o Marília, 17°. Mogi Mirim já está rebaixado e o Guarani dificilmente escapa. Para quem gosta de futebol (sem preconceitos) o melhor da reta final do Paulistão acontece na parte debaixo da tabela.

terça-feira, 24 de março de 2009

Futebol em película


Futebol no cinema. Algumas vezes paro para pensar nisso, quando vivi na Noruega, cheguei a assistir uma partida da Copa do Mundo em uma sala de um cinema em Oslo que transmitia ao vivo partidas do Mundial de 2006, não é a coisa mais animada do mundo, mas foi interessante. No Brasil, infelizmente, o tema é pouco (e mal) explorado. Bom seria se fosse diferente.

Na Inglaterra, o futebol muitas vezes se transforma em película. Tempo atrás assisti I.D. "Fúria nas arquibancadas", ótimo filme que desvenda e explica o holliganismo. Semana passada, assisti ao trailler de "The Damned United", a vontade de assistir foi muito grande. O filme fala sobre Brian Clough, excêntrico treinador que levou o Nottingham Forest ao titulo inglês e a duas conquistas consecutivas da copa dos Campeões da Uefa.

Como jogador, Brian Clough passou por Middlesbrough e Sunderland, mas encerrou precocemente sua carreira ao romper os ligamentos do joelho (marcou 251 gols em 274 jogos). Pouco depois, assumiu a função de manager no Derby County, que em 1972 foi campeão inglês e chegou às semifinais da Taça dos Campeões Europeus.

Na temporada 1974/75 assumiu o Leeds United, na época um dos mais importantes clubes ingleses, porém conflitos com dirigentes (que não foram poucos durante sua carreira) o fizeram permanecer pouco tempo por lá. O que o permitiu assumir, ainda em 1975, o Nottingham Forest, que na época disputava as ultimas posições da Second Division. Já na temporada seguinte conseguiria a promoção à primeira divisão.

No comando do Forest, Brian Clough teve a liberdade para abalar a cultura futebolística de sua época. Acreditava que uma equipe deveria ser construída a partir da defesa, reprovava o estilo de jogo que abusava de bolas aéreas e proibia seus jogadores de “perder tempo” durante a partida, simulando lesões ou desafiando árbitros. Transformou uma equipe com jogadores praticamente desconhecidos ou mesmo considerados acabados para o futebol, em uma das mais competitivas da Europa.

Sobre ele, nao faltam curiosidades e atitudes impulsivas. Na véspera da final da League Cup contra o Southampton, em 1979, "obrigou" os jogadores a visitarem alguns pubs com ele e disse preferir encontrar seus jogadores de ressaca do que tensos.

Brian Clough passou 18 anos à frente do Nottingham Forest, foi tema de música e agora de filme. Morreu em 2004, mas nunca deixou de alimentar a cultura futebolística inglesa.

Para quem quiser passar vontade:

http://www.traileraddict.com/trailer/the-damned-united/international-trailer

quinta-feira, 19 de março de 2009

Discreto e eficiente


Na semana passada, entrevistei o meio campista Cícero, do Hertha Berlim, para uma matéria da revista Trivela. O Hertha ocupa o primeiro lugar da tabela da Bundesliga, com quatro pontos de vantagem em relação ao vice-lider Bayern de Munique e vive o sonho de conquistar o titulo alemão, o que não acontece desde 1931.

Cícero e daqueles que jogam para o time. Passou de certa forma despercebido no Brasil apesar das boas atuações pelo Figueirense e de ter encerrado sua temporada tricolor carioca como vice-artilheiro, com 12 gols, apenas um a menos do que seu companheiro Thiago Neves, um dos maiores fiascos da atual temporada alemã, tanto que foi vendido e retornou por emprestimo ao Fluminense.

Da mesma maneira discreta, na Alemanha, Cícero tornou-se um dos principais responsáveis pela campanha (historica) do Hertha Berlim, atuando como segundo volante, vindo de trás para apoiar o meio campo formado por Ebert e Nicu, ou mesmo o ataque, onde Andrei Voronin vive uma fase espetacular, atuando ao lado do brasileiro Raffael.

Durante a entrevista, Cícero pareceu ter sentido muito pouco as dificuldades comuns a adaptação em um futebol tão diferente do brasileiro como o alemão, nem mesmo reclamou da língua, ou do frio. De forma alguma pensou que o treinador "nao gostou dele por ser brasileiro", pelo contrario, mostrou onde seu futebol renderia mais e foi entendido. Melhor para ele e para o futebol brasileiro.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sem Alanzinho e com muito gelo


A mudança no calendário é a polêmica do momento no Campeonato Norueguês. Com o aumento de equipes que participarão da Tippeligaen 2009, a competição começará um mês antes. O problema: a falta de condições climáticas neste início, já que a neve ainda cai intensamente por quase todo o país.

Martin Andresen, do Valerenga, foi um dos treinadores que reclamaram do adiantamento do calendário: “Não é necessário começar tão cedo, nem as pessoas, nem os jogadores estão preparados!”. Já o ex-presidente da Federação defende a atitude: “Precisamos jogar mais para que nosso futebol atinja um nível internacional”.

Além de gramados cobertos pela neve, os noruegueses têm mais um motivo para lamentar. O brasileiro Alanzinho, melhor jogador do campeonato em 2007 e 2008, trocou o Stabaek pelo Trabzonspor, uma das quatro grandes equipes turcas.

Paparicado pela imprensa, pela torcida norueguesas, e pelo ex-técnico da seleção Age Hareide que gostaria que ele se naturalizasse, Alanzinho terá que provar que seus dribles “mágicos” (como os noruegueses gostavam de exaltar) farão a diferença também na Turquia. Irá conseguir?

quarta-feira, 4 de março de 2009


Muitas vezes criticada pela falta de identidade, a Internazionale de Milão, atualmente formada por apenas seis italianos em todo seu elenco, encontrou nas divisões inferiores do clube uma alternativa para seu setor defensivo. Um zagueiro alto, de apenas 18 anos, italiano, mas de nome quase francês, não passou despercebido pelo técnico José Mourinho.

Muito pouco (ou nada) se sabia sobre Davide Santom, antes de sua estréia contra o Manchester United pela Liga dos Campeões. Sim, sem qualquer alarde, o garoto era o unico italiano entre os titulares, na primeira partida das oitavas de final da mais importante competição europeia e chamou a atenção.

“Descoberto” ainda muito jovem nas categorias de base do Ravenna, passou por várias etapas das seleções de base da Itália: Sub-16, Sub-17 e está na Sub-20 (atuou em 18 jogos e marcou 4 gols durante esta trajetória).

Pelo que se viu na partida de estréia e no clássico contra a Roma, o defensor que joga preferencialmente pela direita, (mas deslocado para a esquerda na ausência de Maicon) é técnico e pode até vir jogar como ala num esquema de 3 zagueiros, não fugiu à responsabilidade e conseguiu ofuscar Cristiano Ronaldo. Sem a preocupacão de colocar o garoto na "fogueira", Mourinho já o compara a Maldini e o trata como um “fenômeno” em suas entrevistas.

A DFB-Pokal é legal

Na ultima temporada, o Mainz 05, comandado por Jürgen Klopp, atual treinador do Borussia Dortmund, ficou muito próximo da vaga para a atual edição da Bundesliga. Neste ano, além da equipe dar mostras de que desta vez conseguirá de fato a classificação para a primeira divisão (está na vice-liderança), ainda faz uma campanha muito consistente na DFB-Pokal.

Nesta terça-feira, foi a vez da equipe eliminar o Schalke 04, com um gol nos minutos finais do atacante Bancé, no cruzamento pela direita de Heller, superando a melhor defesa do Campeonato Alemão.

A primeira reação é pensar: “Ah, o Schalke não precisa da Copa”. Mas na 8ª posição na tabela do Campeonato Alemão e com uma diferença de cinco pontos para a última vaga que vale a participação na Copa Europa, a expressão desolada do técnico Fred Rutten após a partida é mais que compreensível.