sábado, 18 de julho de 2009

É sábado...de Gre-nal

Friozinho bom em Porto Alegre. Véspera de Gre-nal. Clima diferente no ar. Nas ruas do centro, as cores dos rivais estão nas vitrines de quase todas as lojas, os cem anos da rivalidade é assunto nos ônibus, nas esquinas, no táxi.

Na Azenha muita gente para acompanhar o último treino do Grêmio, lojinha lotada, memorial cheio, muita gente visitando o Olímpico vazio, sonhando em como ele estará amanhã, no meio de tanta gente é impossível perceber qual a tática de Paulo Autuori para o clássico, secundário...

Augusto me conta como é a semana do Gre-nal: “Os nervos ficam a flor da pele, muda a rotina da gente. A gente vem ao estádio acompanhar o treino de sábado de manhã para ver se está tudo bem com o time e ver se a gente se acalma um pouco”. O amigo Francisco completa “A gente fica a semana inteira nervoso, combinando com os colegas como ir ao jogo”.

Ônibus e caminhada até o Beira-Rio, ao contrário do rival, as coisas estão muito calmas por lá. Nada de torcida, menos de dez pessoas visitando o estádio (que eu imaginava ser maior).

Antes de voltar, uma passadinha no Museu do Esporte, no Shopping Total. Um pequeno, mas interessante acervo principalmente de camisas, ao lado um bar.

Também estou ficando ansiosa, e se é para curtir de verdade o Gre-nal, amanhã estarei nass arquibancada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Outro lado

A medida que se passa a frequentar estádios com regularidade, parece que a capacidade de se indignar com o que acontece por lá diminui (penso que aconteceu comigo quando mudei para São Paulo e passei a sentar em arquibancadas que não eram do Stamatão, em Bebedouro, para os desinformados ou da Fonte Luminosa).

Mas o que as imagens mostraram nos portões de entrada do estádio Olímpico durante a partida entre Grêmio e Cruzeiro me lembraram um episódio e me deram ainda mais certeza de que os problemas nem sempre saem de onde a grande maioria pensa, ou seja, começam entre os torcedores.

Na primeira final da Copa do Brasil entre Corinthians x Internacional no Pacaembu, o Choque fechou parte da saída de torcedores do Corinthians para liberar a torcida visitante. Porém, o jogo terminou pouco antes da meia noite e em São Paulo, o metro encerra seu trabalho 00h15.

Tentei passar a barreira com a minha credencial de jornalista. Não consegui. Conversei com uma policial e nada. Falei com o tenente (ou alguma coisa do gênero) nada. Não queriam me dar “tratamento diferenciado”. Mas eu só queria ir embora (fui ao jogo sozinha, como de costume).

Ouvi da “autoridade” que o metro iria funcionar até mais tarde, não acreditei e fiquei plantada ao lado dele (rs!). Cansado da minha cara, ele me aconselhou a pegar minha credencial e ir embora pela torcida visitante. Quando cheguei, o metro estava fechado.

Fiquei meio desesperada, mas depois consegui pegar um ônibus. Tive o tal tratamento “diferenciado”, mas pensei em como os torcedores conseguem chegar em casa.

Neste momento a policia abre os portões do Olímpico. Afe!